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Andorra-a-Velha ao crepúsculo: uma jurisdição transparente, não um paraíso fiscal opaco
Fiscalidade · Guia

Andorra, paraíso fiscal?
A realidade em 2026.

A resposta curta: não, há muito tempo que não. A resposta útil: Andorra é hoje uma jurisdição europeia transparente, com convenções fiscais — e continua a ser a mais competitiva da Europa.

Fiscalidade6 min de leituraAtualizado em 2026

«Andorra é um paraíso fiscal, não é?» É provavelmente a frase que mais ouve quem pondera instalar-se lá ou criar uma sociedade. Parte de uma intuição correta — a fiscalidade é leve — mas assenta numa imagem ultrapassada. Em 2026, Andorra não consta de nenhuma lista de jurisdições não cooperantes, nem da União Europeia, nem da OCDE, nem de Portugal. Eis o que é verdadeiramente importante compreender.

Um «paraíso fiscal», em sentido estrito, não é Andorra

O termo «paraíso fiscal» designa, na acepção internacional, uma jurisdição que combina fiscalidade quase nula e opacidade: ausência de troca de informações, sigilo bancário oponível, sociedades-casca sem substância. Ora, Andorra desmantelou metodicamente cada um destes pilares ao longo de mais de uma década: criação de um imposto sobre as sociedades e de um imposto sobre o rendimento, levantamento do sigilo bancário, assinatura de convenções fiscais e adoção da troca automática de informações.

Resultado: a União Europeia retirou Andorra de todas as listas cinzentas ou negras, e a OCDE confirmou a sua conformidade com as normas de transparência. O Principado não é, pois, um paraíso fiscal; é um país com baixa pressão fiscal, claro e controlado.

Uma fiscalidade baixa, mas transparente e conveniada

O que distingue Andorra não é a ausência de impostos — é a sua moderação, num quadro perfeitamente legal. O Principado troca hoje informações financeiras (norma CRS) com mais de cem jurisdições e teceu uma rede de mais de vinte convenções para evitar a dupla tributação, com França, Espanha, Portugal, Luxemburgo e, desde finais de 2025, o Reino Unido.

Os números-chave da fiscalidade andorrana em 2026

  • Imposto sobre as Sociedades (IS): 10 %, um dos mais baixos da Europa
  • Imposto sobre o Rendimento (IRPF): 0 % até 24 000 €, 5 % até 40 000 €, 10 % acima
  • IGI (equivalente ao IVA): 4,5 %
  • Sem imposto sobre a fortuna, sem impostos de sucessão ou doação
  • Mais de 20 convenções fiscais e troca automática de informações (CRS)

Competitiva não é «paraíso fiscal»: a nuance que muda tudo

A distinção não é apenas um debate de palavras. Uma jurisdição opaca expõe a riscos reais — requalificação, bloqueios bancários, desconfiança dos parceiros. Uma jurisdição competitiva e transparente, pelo contrário, oferece o melhor dos dois mundos: uma fiscalidade suave e pleno reconhecimento internacional. É precisamente a posição de Andorra, e é isso que a torna duradoura.

Na prática: um banco andorrano abre conta sem dificuldade a uma estrutura séria; uma sociedade andorrana com substância real (direção, meios, presença) é reconhecida em todo o lado; e um residente fiscal andorrano tem esse estatuto de pleno direito, com convenção a ampará-lo.

O que isto implica para si

Tirar partido de Andorra em 2026 não consiste em «esconder-se»: consiste em instalar-se genuinamente num país de fiscalidade suave, respeitando as suas regras — que são simples. A chave de uma estrutura sólida resume-se a uma palavra: substância. Uma presença real transforma uma vantagem fiscal numa situação duradoura e incontestável.

É todo o sentido do nosso acompanhamento: construir estruturas verdadeiras, reconhecidas e otimizadas. Para aprofundar, explore as vantagens fiscais de Andorra, a criação de sociedade ou a estruturação internacional.

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